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APRESENTAÇÃONatureza e direção O CIEC - Centro de Integração Esporte e Cultura com sede em Planaltina – DF, na Estância Mestre D’armas IV, módulo 6, lote 01 loja 02, é uma das poucas entidades sociais de Planaltina, devidamente inscritas no CNPJ e com certificado de interesse público (OSCIP) emitido pelo Ministério da Justiça. É dirigido atualmente pelo Sr. José Omar Xavier Diniz Como surgiu A espontaneidade do seu surgimento marca significativamente não só a história do CIEC, mas, aponta a relevância da instituição para as comunidades que atende. Surgiu da necessidade de espaços de lazer e cultura da juventude local. Surgiu sem nenhuma preocupação com a formalidade. Foi no seu início apenas um espaço de aglutinação de grupos que, ensaiavam e treinavam sua arte nas garagens e quintais de suas residências. As circunstâncias fizeram com que um projeto de construção interrompido na Estância I Módulo S, Loja 03 servisse de suporte as atividades desses jovens até o final de 2003. Os primeiros grupos foram convidados pela proprietária desse espaço, Maria Ângela Valenos de Souza, e estes primeiros convidados, convidaram outros, que convidaram outros, e a notícia se espalhou na comunidade. O galpão que deveria ser um grande mercado se tornou um espaço de livre expressão de grupos de dança e de lutas antes invisíveis pela comunidade. Formalidade x informalidade A necessidade de formalização era sentida sempre que os jovens eram convidados a participar de eventos ou procuravam interagir com o poder público. A informalidade não permitia a sua inserção e não lhes dava uma identidade que fosse reconhecida institucionalmente. Diante disso, pessoas da comunidade foram convidadas por Maria Ângela e seu esposo João dos Santos para discutirem o processo de formalização de uma instituição que à época, apesar de informalmente, já havia ganhado o espaço físico e um nome que se mantém até hoje. Formou-se então a primeira diretoria do CIEC – Centro de Integração Esporte e Cultura, responsável pela elaboração do seu Estatuto. Registro e certificado No dia 26 de maio de 2003 foi registrado o Estatuto da entidade no cartório do 9º ofício de registro civil de pessoas jurídicas em Planaltina – DF. Sete meses depois em dezembro de 2003 foi emitido o Certificado de Interesse Público da Entidade solicitado pela Diretoria de então ao Ministério da Justiça. Apesar de isso representar um avanço, naqueles meses a entidade estava passando por sérias dificuldades. Sobrevivência No final de 2004 o CIEC perdera o espaço que lhe deu origem. Dez oficinas de modalidades diferentes seriam fechadas em razão disso. Motivados pela necessidade de sobrevivência financeira Ângela e João precisaram alugar o imóvel e a entidade corria o risco de se desfazer em função disso. Começou se a pensar na possibilidade de um outro espaço. Em todos os casos era necessário algum recurso financeiro para o aluguel, até então gratuito. A experiência da instituição na busca de parcerias que atendessem a necessidades financeiras começou ali, com a busca de recursos através de eventos, taxas de contribuição, bingos, doações, etc. As parcerias e meios de angariar recursos, no entanto, não foram suficientes para manter a instituição no mesmo local. Relações fisiológicas Outra grande dificuldade no início de vida da entidade, foram as aproximações de pessoas ligadas a partidos políticos cujos objetivos e relações fisiológicas punham em risco a idoneidade da instituição. Tais apoios não visavam a sustentabilidade do projeto. Eram fugazes, momentâneos. Apoiadores de época de campanha. Não pensavam em longo prazo. Aqueles tempos difíceis foram superados com a pequena contribuição dos associados. As doações dos colaboradores pagaram o aluguel e as despesas de energia elétrica no ano de 2004. Graças a disponibilidade de voluntários, que atuaram - e muitos deles atuam ainda hoje – foi possível manter o espaço para as oficinas de dança e lutas para os jovens das comunidades das Estâncias. I Encontro do CIEC Em meio aqueles tempos difíceis do final de 2003 foi realizado o I Encontro do CIEC, quando todos os grupos se reuniram para uma confraternização, ainda na primeira Sede. No evento foram registrados 158 jovens representando diversas modalidades de danças e lutas. Aquele evento, possibilitou reunir forças e motivação para dar continuidade ao processo de construção da entidade. Mudanças na direção Na assembléia ordinária de 2004 realizada em 07 de fevereiro, o CIEC promove alterações no seu corpo diretor acreditando na possibilidade e na necessidade de cumprir o seu papel social. João Batista de Oliveira Filho foi eleito em assembléia o Diretor Geral da Entidade e com ele um grupo de colaboradores também se juntou a convite do grupo de dirigentes anteriores e foram eleitos para dar continuidade ao trabalho. Parcerias No ano de 2004 muitos contatos e parcerias, aparentemente pequenas mas muito importantes foram firmadas: Com o apoio dos sócios colaboradores conseguiu-se fazer a manutenção do aluguel e energia elétrica que representava as despesas básicas. Conseguiu-se doações de móveis do Ministério das Comunicações. Houve uma participação indireta no Consórcio Brasília através da ONG Cata-ventos com o recebimento de bolsa para duas oficinas de Capoeira e Ginástica. Em 2005 foram desenvolvidas duas oficinas de Karatê e Kung-Fú com o apoio da Fundação Toni Matos de Sobradinho - DF. O Banco do Brasil S/A, com o seu Programa de Inclusão Digital possibilitou a instalação do Telecentro Vem Ser Cidadão que tem sido desde então referência dentro do Programa. Foi formada uma equipe de alfabetizadores em parceria com o MEB e iniciado em 2006 um Programa de alfabetização de adultos; Além, é claro, de todas aquelas parcerias individuais do voluntariado do CIEC, que possibilitou que a comunidade fizesse uso dos serviços e espaços. Prestação de serviços via Telecentro Com o Telecentro também tem sido possível prestar à comunidade serviços de informática e acesso a internet. As taxas advindas destas atividades permitiu em 2005, manter as despesas de aluguel e energia elétrica do ambiente de ensaio e treinamento das oficinas e no próprio telecentro e ambiente de secretaria. No dia 15 de maio de 2005 realizou-se assembléia ordinária com novas alterações na composição de Diretoria. Novos associados juntaram-se ao grupo possibilitando a continuidade do trabalho. Pensar em sede própria significa pensar em continuidade e perenidade do projeto. Aluguel tem sido um problema não só do CIEC mas de muitas ONGs em Planaltina – DF. A equipe do CIEC acredita na parceria e no trabalho profissional e voluntário que tem dado suporte aos projetos nos últimos anos. Sonhos Construção de Sede própria Participação em Programas do Governo; Implementação de termo de parceria com os governos Distrital e Federal; Qualificação profissional; E tantos mais ...
Escrito por: Wilson Geraldo de Oliveira, é sócio fundador, ex-presidente e membro do Conselho Consultivo e Deliberativo do CIEC, morador da Estância IV em Planaltina - DF de1992 a 2008. É professor de sociologia da rede pública de ensino, foi coordenador de laboratórios de informática em várias escolas de Planaltina, foi convidado a compor a primeira equipe do Núcleo de Tecnologias Educacional na DRE Planaltina / SEE/DF em 2007. Atualmente coordena o NTE Samambaia localizado no CEM 414 de Samambaia.
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| última atualização em Sex, 04 de Março de 2011 19:03 |




